IBGE ponta o crescimento mais consistente do varejo desde 2014

Queda da taxa básica de juros desde outubro de 2016 pelo Banco Central busca estimular o consumo.
Com alta acima do esperado, o varejo mostrou crescimento das vendas, principalmente de bens duráveis. Este é o terceiro mês consecutivo de alta juntamente com baixa inflação e juros em queda.
As vendas no varejo subiram 1,2% em junho em comparação com o mês anterior e 3% se comparado com o mesmo período do ano anterior, segundo o IBGE nesta terça-feira (15). Com isso, o setor fechou o segundo trimestre de 2017 com alta de 2,5%, sendo o melhor trimestre dos últimos 3 anos.
O resultado veio muito acima das estimativas dos analistas consultados pela Reuters, de alta de 0,40% na comparação com maio e 1,90% na anual.
“Foi o crescimento mais consistente desde 2014, porque não se via desde então três meses seguidos de alta na margem”, afirmou a coordenadora da pesquisa, Isabella Nunes. “A queda nos juros está beneficiando a venda de bens duráveis”, acrescentou ela.
Desde outubro passado o Banco Central vem reduzindo a taxa básica de juros, atualmente em 9,25%, e já sinalizou que vai continuar com o movimento de queda. Juros mais baixos barateiam o crédito, ajudando a estimular o consumo num momento em que a inflação está baixa.
Para o IBGE, seis dos oito principais segmentos cresceram em junho, entre eles o setor de móveis e eletrodomésticos, com 2,2%, tecidos, vestuário e calçados com, 5,4% e artigos de uso pessoal e doméstico, com 2,7%.
“Houve melhoras no varejo, isso é evidente, mas ainda assim está 8,2% abaixo do pico histórico de novembro de 2014”, ressaltou a coordenadora do IBGE. “Há muito que recuperar ainda e isso está associado a queda de juros, inflação e outros fatores econômicos”, acrescentou.
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