Após dois anos de baixa, comércio varejista de Limeira volta a gerar empregos formais em 2017

No ano passado, setor criou 390 postos de trabalho, com destaque para os supermercados

 

Após dois anos de desempenhos negativos, o comércio varejista da cidade de Limeira voltou a gerar vagas formais em 2017. No ano passado, o setor criou 390 postos de trabalho, resultado de 6.988 admissões contra 6.598 desligamentos.

 

As informações são da Pesquisa de Emprego no Comércio Varejista (PESP Varejo), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), elaborada com base nos dados do Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e do impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no Estado de São Paulo, obtido com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

 

Os dados foram apresentados nessa quinta-feira (8), durante reunião da Coordenadoria Sindical Sudeste, da FecomercioSP, no Sindicato do Comércio Varejista de Limeira.

O resultado de 2017 interrompe uma série de dois anos de cenário negativo, já que o comércio varejista da cidade extinguiu 523 postos de trabalho em 2015 e 84 em 2016. Durante esse período, os segmentos mais prejudicados foram as lojas de vestuário, tecidos e calçados, além do varejo de automóveis, autopeças e acessórios.

Já no ano passado, o desempenho geral positivo do setor foi puxado, principalmente, pelas atividades que comercializam bens essenciais, como alimentos, medicamentos e produtos de higiene. O segmento de supermercados foi o que mais abriu vagas no período, com 387 novos vínculos empregatícios, seguido pelas farmácias e perfumarias, que geraram 45 postos de trabalho. Das nove atividades analisadas, apenas duas fecharam vagas celetistas no ano: concessionárias de veículos (-82) e lojas de móveis e decoração (-26).

Apesar do bom desempenho do mercado de trabalho formal do comércio varejista de Limeira em 2017, a assessoria econômica da FecomercioSP ressalta que o movimento é apenas o início da recuperação do setor, já que os vínculos celetistas gerados no ano representam 64% do total de empregos eliminados entre 2015 e 2016.

40 recommended